Parece que temos duas questões nesse caso. Uma é a do seu marido e a outra é sua.
Quanto ao seu marido, que bom que ele percebeu que a sexualidade dele estava saindo do controle e já está se tratando. Isso é muito bom e importante, pois assim ele terá condições de vivenciar o sexo de um modo normal.
Em relação a você, eu a parabenizo pelo apoio que está dando a ele. Nesse processo que ele está, vai precisar de muito ajuda.
Infelizmente na sociedade que vivemos, cheia de preconceitos, a mulher não pode demonstrar que gosta de sexo, que se excita dessa ou daquela maneira. E aqui, pelo seu relato, percebo que o que você faz é exatamente o contrário. Ou seja, assume que se excita com tais situações.
Quando você fala que com frequência está excitada, não indica necessariamente que você tenha compulsão sexual, mas sim, provavelmente, que está bem atenta aos estímulos que a excitam.
Ao se sentir estimulada com as histórias do seu marido, não significa, obrigatoriamente, que você tenha problemas, mas que tais histórias são excitantes para você.
É muito comum mulheres relatarem que se sentem excitadas com a situação de fazer sexo por dinheiro, não necessariamente se prostituírem - fazendo disso uma profissão, de se aventurarem com homens desconhecidos, de se imaginarem em contextos envolvendo sexo. Cada caso precisa ser analisado separadamente, pois não é o fato de desejarem tais situações que as tornam compulsivas ou com algum desvio. Pode ser apenas uma fantasia.
É claro que essas minha análise é muito limitada, pois estou me baseando apenas no seu pequeno relato. É importante que você vá a um especialista, quem sabe um psicoterapeuta sexual, para fazer uma análise mais ampla do caso, e assim poder falar com maior precisão.
Em relação a ir com seu marido na sessão dele, de fato, não é uma boa ideia, pois lá, naquele tempo, é o espaço dele, para falar de coisas dele. A menos que o profissional ache importante que você vá.
Caso você perceba que o seu desejo sexual está descontrolado, vele muito buscar ajuda de um especialista.
Um abraço
Claudecy de Souza - Psicólogo
contato@claudecy.com.br